sábado, 30 de maio de 2009

A vida do meu pai na aldeia

Vou relatar algumas experiências de vida do meu pai, na sua juventude, nos anos 70.
Meu pai Manuel vivia no Alvaiade. Era e continua a ser uma pequena aldeia perto de Castelo Branco, com muito poucos habitantes.
No Alvaiade, os meus avós paternos tinham três hortas, o que lhes permitia terem uma alimentação saudável. Além das hortas, tinham também muito gado: cabras, galinhas, coelhos, porcos, entre outros.
Passados alguns anos, o meu pai foi para a tropa. Naquele tempo era obrigatório ir à tropa, mas já não havia guerra. Afirma ter lá passado por grandes custos, diz que sofriam bastante, que eram submetidos a grandes sacrifícios.





























O meu pai aos 17 anos, com o seu primo.

























Na tropa, a caminhar.


























Na tropa, a engraxar as botas.


Natacha Gomes

A vida da minha mãe na aldeia

A minha mãe viveu nas Termas de Monfortinho. Todos pareciam uma família, pois a povoação era pequena e todos se davam bem uns com os outros. A minha mãe morava com a sua avó que, neste caso, é a minha bisavó.
A sua alimentação era bastante boa, relativamente às outras pessoas, pois os meus avós estavam na Alemanha e então mandavam muita comida para cá: gomas, chocolates, mas do que se recorda mais é dos iogurtes, porque era um alimento que em Portugal ainda não havia, por volta de 1968.
Durante os tempos livres, faziam várias actividades, como por exemplo jogar à malha, jogar à bola, andavam de bicicleta, faziam desfiles de moda com fatos de jornal, etc.
Naquele tempo, era muito rara a pessoa que tinha televisão. Conta a minha mãe que na ladeia só havia uma pessoa que tinha. Então, de vez em quando, metia a televisão na janela a dar para a rua e toda a vizinhança se sentava a assistir.
A roupa era basicamente da Alemanha, pois os meus avós mandavam não só comida, mas roupa também. Então andava quase sempre “no último grito da moda”.






















Natacha Gomes